quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Rondonópolis:
 
Chamada carinhosamente pelos mato-grossenses de “Roo”,Rondonópolis,localiza-se a uma latitude 16º28'15" sul e a uma longitude 54º38'08" oeste, estando a uma altitude de 227 metros. Sua população em 2007 é de mais de 170 mil habitantes. Possui uma área de 4.165 km².
História:
O município originalmente era conhecida como "Ponte de Pedra", por causa do rio de mesmo nome que banha a região. Com a passagem da Comissão Rondon pela região, a fim de fazer levantamentos para a construção de linhas telegráficas, veio o tenente Otávio Pitaluga, que mediu e instituiu as diretrizes para uma futura cidade. Com esse projeto, a localidade foi rebatizada de Rondonópolis, em homenagem a Marechal Rondon, em 1918.
Até a década de 1940, a cidade permaneceu em decadência. Poxoréo, perto dali, era elevada a município e crescia com o garimpo, enquanto Rondonópolis ficava estagnada. Somente depois de 1947 a cidade se desenvolveria, com a instalação de colônias agrícolas pelo governo do estado. Começa a haver um fluxo de migração, inicialmente de outras partes do estado e também de Minas Gerais, São Paulo, do Nordeste e até de outros países, e mais tarde principalmente da região Sul.
O processo de expansão se acelera, e Rondonópolis passa pelo mais rápido processo de modernização do campo que se tem notícia na região Centro-Oeste. Já como pólo econômico, nas décadas de 1980 e 1990 fica conhecida como "Capital nacional do agronegócio".
Geografia:
Rondonópolis faz limite com os municípios de Juscimeira, Poxoréo, Itiquira, São José do Povo, Pedra Preta e Santo Antônio do Leverger. A cidade é banhada pelos rios Vermelho, Tadarima, Arareau, Ponte de Pedra e Jurigue.

A região tem vegetação típica do cerrado, e o clima é tropical quente e subúmido, com chuvas concentradas na primavera e no verão.
A cidade está localizada em posição privilegiada, no entroncamento das rodovias BR-163 e BR-364, e, em breve, através da Ferronorte, ligada por ferrovia com os principais portos do país.

Economia:
A economia é baseada no agronegócio, no comércio e na prestação de serviços. As lavouras de algodão e soja e o gado de corte e de leite são destaque. A indústria, também ligada ao campo, é composta basicamente por esmagadoras de soja, indústras têxteis, químicas e de fertilizantes, curtumes e outras. A cidade também é um importante pólo comercial, além de ser considerada "capital regional", por sua importância.
Pontos turísticos:

Sinop:
 

O nome do município é derivado do acrônimo de Sociedade Imobiliária Noroeste do Paraná, empresa responsável pela colonização do norte de Mato Grosso por agricultores do norte do estado do Paraná.

Localiza-se a uma latitude 11º50'53" sul e a uma longitude 50º38'57" oeste, estando a uma altitude de 384 metros. Sua população em 2008 é de 110.513 habitantes. Possui uma área de 3.206,86 km². Sinop é uma das principais cidades do estado. Também está instalado ali um radar do Sivam, para monitoramento da Amazônia Legal, na parte oeste da múnicipio.
História:
O processo de ocupação da área onde hoje está localizado a cidade de Sinop, teve início no ano de 1972, quando a Colonizadora Sinop S.A. adquiriu de terceiros aproximadamente 500 mil hectares de terra , situados a 500 km de Cuiabá na BR 163 (Cuiabá-Santarém), e criou a Gleba Celeste.
Na implantação e execução do projeto, 400 homens e máquinas atravessaram, inicialmente, o rio Verde, abrindo as primeiras picadas na selva, para plantar quatro cidades (Sinop, Vera, Santa Carmem e Cláudia), 1.400 quilômetros de estradas vicinais, campos experimentais, centro comunitários, escolas infra-estrutura de apoio para atender aos novos habitantes, brasileiros de todas as regiões do País que, num fenômeno de explosão populacional, acorreram para enfrentar os desafios de ocupação da amazônia mato-grossense; e forjaram a "mística do Nortão".
A abertura das primeiras ruas de Sinop teve início em maio de 1972 e logo as primeiras famílias de pioneiros chegavam à cidade.
Naquela época, uma viagem do interior do Paraná até Sinop demorava cerca de sete dias. Mas, apesar dessa grande dificuldade, o fluxo migratório na direção Oeste, que acompanhava o adentramento da fronteira agrícola no Norte de Mato Grosso, ia crescendo. E o resultado não poderia ter sido outro: no dia de sua fundação, em 14 de setembro de 1974, a cidade de Sinop era um verdadeiro canteiro de obras, com mais de 20 quadras.
Tudo foi muito rápido. menos de dois anos depois, no dia 24 de julho de 1976, o então governador José Garcia Neto assinou a Lei 3.754/76, elevando Sinop à categoria de distrito do município de Chapada dos Guimarães. Não se passaram quatro anos e, em 17 de dezembro de 1979, o governador Frederico Campos assinou a Lei 4.156/79, que elevou Sinop à categoria de município.
Hoje, Sinop não pára de crescer. em 1974, ninguém seria capaz de imaginar que, menos de três décadas depois, uma população estimada em mais de 100 mil pessoas habitassem naquele local - uma cidade que atualmente é pólo de referência em todo o Norte matogrossense, no que diz respeito à saúde, a educação, indústria, comércio, lazer e outras áreas.
Economia:
Sua principal atividade econômica é a madeireira, com grande destaque também para o setor agropecuário. O acesso ao município é feito, por via terrestre, pela rodovia BR-163 e por via aérea, pelo aeroporto de Sinop. Destaque também para a soja que fortalece a economia da cidade.
Estando sempre aberta as novas possibilidades de investimento e buscando melhorar a economia, após a crise da madereira a economia vem sendo investinda em prestação de serviços em geral isso se tornando o município pólo da região norte de Mato Grosso.
Turismo e economia:
Existem no município algumas opções de lazer, como a praia do Cortado, no rio Teles Pires, e o parque ecológico situado no Jardim das Primavera.
Sinop é uma cidade planejada, observando critérios urbanísticos modernos, com traçado regular e quadras interligadas por mais de 480 quilômetros de ruas e avenidas. As áreas residenciais são limitadas por avenidas de até 50 metros de largura, com calçadas de até 7 metros. As ruas têm 20 metros de largura, com calçadas de 5 metros. Existem praças, reservas naturais e áreas de lazer. As avenidas e ruas levam nomes de árvores e flores, como Acácias, Sibipirunas, Jequitibás, Tarumãs, Palmeiras, Orquídeas, Avencas, Azaléias, Lírios e Violetas.
Para quem gosta de esportes, a cidade de Sinop possui o Estádio Gigante do Norte, onde joga o Sinop Futebol Clube, o time oficial da cidade, onde foi revelado o atual goleiro do São Paulo, Rogério Ceni. Existe também na cidade os Jogos Olímpicos de Sinop, com várias modalidades esportivas entre estudantes.
O estádio Gigante do Norte tem a capacidade de 15000 pessoas,nesse estádio ja jogou grandes times como Sinop FC,Santos e São Paulo
E também é a cidade natal do piloto de Motocross Freeestyle Gilmar Flores ( popular JOANINHA)


Primavera do Leste
 
Localiza-se a uma latitude 15º33'32" sul e a uma longitude 54º17'46" oeste, estando a uma altitude de 636 metros.
Sua população estimada em 2006 era de 68.000 habitantes, mas o censo de 2007 mostrou que na verdade possui cerca de 44.000 habitantes residentes, resultado de uma crise na agricultura nos últimos anos, que acabou levando muitas pessoas a se retirarem da cidade e retornar aos locais de origem.
Economia:
A principal fonte econômica é a agricultura tendo como destaque soja, algodão, milho, milheto, sorgo, arroz, feijão e uva. Emancipada politicamente em 13 de maio de 1986, é a quinta economia do estado. Localizada na Rodovia BR 070 no entroncamento com a Rodovia MT 130, a aproximadamente 240 km a leste de Cuiabá.
Primavera do Leste já atraiu muita gente pela sua prosperidade. Segundo jornais locais a cidade tem em torno de 80 mil habitantes.
Em 2008 iniciou-se acelerado processo de industrialização no município, com o início da instalação de uma indústria esmagadora e refinadora de soja da multinacional Cargill, que vai industrializar grande parte da produção regional de soja, e colocar no mercado o óleo de soja Liza. Também a empresa paranaense BigFrango, de Rolândia, iniciou a construção de uma unidade processadora de aves, com capacidade de abater 500 mil frangos por dia. A empresa Mineira Granja Mantiqueira, uma das maiores do país na produção de ovos, também ja se instalou no município e processará mais de 2 milhões de ovos/dia.
A aceleração econômica provocada pela rápida industrialização já começa a refletir-se na falta de mão-de-obra e na alta dos preços de materiais de construção, terrenos e demais imóveis, bem como nos aluguéis.
Principais eventos turísticos:
O município possui 3 importantes eventos:
  • O Primafolia, ocorrido entre a sexta-feira e a terça-feira de carnaval.
  • A Expoprima, de duração de cinco dias, sempre ocorrido no final de agosto ou começo de setembro;
  • Semana do Natal, ocorrido na semana do Natal.
  • Aniversário da cidade , em 13 de Maio



Lucas do Rio Verde:
 


Localiza-se a uma latitude 13º03'01" sul e a uma longitude 55º54'40" oeste, estando a uma altitude de 390 metros. Sua população em 2009 era de 33.556 habitantes.
História:
A colonização foi incentivada pelo regime militar que pretendia ocupar os "vazios demográficos" do país. Nas fotos dos pioneiros é possível ver as faixas contendo os dizeres "Pátria, Família e Propriedade", frase de apoio à ditadura. Apesar de considerada vazia a região era ocupada por diversas populações indígenas. Muitas dizimadas durante a construção da BR-163.
Lucas do Rio Verde é considerado hoje um município-modelo que ocupa lugar de destaque no ranking dos melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país. Lucas do Rio Verde é uma cidade que se desenvolveu muito rápido, pois até o final dos anos 90 a cidade não era servida de rede de energia elétrica, possuindo apenas motores geradores a óleo para o abastecimento da cidade.A população é predominantemente sulista, mas com a divulgação dos prodígios econômicos das monoculturas pessoas de outras regiões do país migraram para a cidade. Mas não havia mais "terras sem dono". A opção dos migrantes paraenses, maranhenses e matogrossenses foi trabalhar nas fazendas. A mecanização da agricultura permite mais rapidez na colheita e plantio, mas reduz a quantidade de mão de obra empregada.
Atualmente (abril de 2008) o município passa por uma profunda transformação, com a agro industrialização, oque atrai uma grande quantidade de pessoas que buscam trabalho, entretanto o muito alto custo de vida, principalmente aluguel e alimentação, tem dificultado a vida dos novos moradores.
Geografia:
Com uma localização geográfica privilegiada, Lucas do Rio Verde desponta como um dos principais pólos de desenvolvimento agrícola do Estado. Na década de 70, migrantes do Sul do Brasil resolveram instalar-se no centro de Mato Grosso. É considerado o primeiro município a colher soja no país e maior produtor de milho safrinha do Brasil.
A vegetação nativa contém cerrado e floresta amazônica. Cerrado nas áreas altas e floresta nas matas ciliares e áreas baixas. Apesar disso o município não consta no IBGE como pertencente ao bioma [amazônia], apenas ao cerrado.








História De Mato Grosso 


A história de Mato Grosso, no período "colonial" é importantíssima, porque durante esses 9 governos o Brasil defendeu o seu perfil territorial e consolidou a sua propriedade e posse até os limites do rio Guaporé e Mamoré. Foram assim contidas as aspirações espanholas de domínio desse imenso território. Proclamada a nossa independência, os governos imperiais de D. Pedro I e das Regências ( 1º Império) nomearam para Mato Grosso cinco governantes e os fatos mais importantes ocorridos nesses anos ( 7/9/1822 a 23/7/1840) foram a oficialização da Capital da Província para Cuiabá (lei nº 19 de 28/8/1835) e a "Rusga" (movimento nativista de matança de portugueses, a 30/05/1834). Proclamada a 23 de julho de 1840 a maioridade de Dom Pedro II, Mato Grosso foi governado por 28 presidentes nomeados pelo Imperador, até à Proclamação de República, ocorrida a 15/11/1889. Durante o Segundo Império (governo de Dom Pedro II), o fato mais importante que ocorreu foi a Guerra da Tríplice Aliança, movida pela República do Paraguai contra o Brasil, Argentina e Uruguai, iniciada a 27/12/1864 e terminada a 01/03/0870 com a morte do Presidente do Paraguai, Marechal Francisco Solano Lopez, em Cerro-Corá. Os episódios mais notáveis ocorridos em terras matogrossenses durante os 5 anos dessa guerra foram: a) o início da invasão de Mato Grosso pelas tropas paraguaias, pelas vias fluvial e terrestre; b) a heróica defesa do Forte de Coimbra.; c) o sacrifício de Antônio João Ribeiro e seus comandados no posto militar de Dourados. d) a evacuação de Corumbá; e) os preparativos para a defesa de Cuiabá e a ação do Barão de Melgaço; f) a expulsão dos inimigos do sul de Mato Grosso e a retirada da Laguna; g) a retomada de Corumbá; h) o combate do Alegre; Pela via fluvial vieram 4.200 homens sob o comando do Coronel Vicente Barrios, que encontrou a heróica resistência de Coimbra ocupado por uma guarnição de apenas 115 homens, sob o comando do Tte. Cel. Hermenegildo de Albuquerque Portocarrero. Pela via terrestre vieram 2.500 homens sob o comando do Cel. Isidoro Rasquin, que no posto militar de Dourados encontrou a bravura do Tte. Antônio João Ribeiro e mais 15 brasileiros que se recusaram a rendição, respondendo com uma descarga de fuzilaria à ordem para que se entregassem. Foi ai que o Tte. Antônio João enviou ao Comandante Dias da Silva, de Nioaque, o seu famoso bilhete dizendo: "Ser que morro mas o meu sangue e de meus companheiros será de protesto solene contra a invasão do solo da minha Pátria" A evacuação de Corumbá, desprovida de recursos para a defesa, foi outro episódio notável, saindo a população, através do Pantanal, em direção a Cuiabá, onde chegou, a pé, a 30 de abril de 1865.
Na expectativa dos inimigos chegarem a Cuiabá, autoridades e povo começaram preparativos para a resistência. Nesses preparativos sobressaia a figura do Barão de Melgaço que foi nomeado pelo Governo para comandar a defesa da Capital, organizando as fortificações de Melgaço. Se os invasores tinham intenção de chegar a Cuiabá dela desistiram quando souberam que o Comandante da defesa da cidade era o Almirante Augusto Leverger - o futuro Barão de Melgaço -, que eles já conheciam de longa data. Com isso não subiram além da foz do rio São Lourenço. Expulsão dos invasores do sul de Mato Grosso- O Governo Imperial determinou a organização, no triângulo Mineiro, de uma "Coluna Expedicionária ao sul de Mato Grosso", composta de soldados da Guarda Nacional e voluntários procedentes de São Paulo e Minas Gerais para repelir os invasores daquela região. Partindo do Triângulo em direção a Cuiabá, em Coxim receberam ordens para seguirem para a fronteira do Paraguai, reprimindo os inimigos para dentro do seu território. A missão dos brasileiros tornava-se cada vez mais difícil, pela escassez de alimentos e de munições. Para cúmulo dos males, as doenças oriundas das alagações do Pantanal matogrossense, devastou a tropa. Ao aproximar-se a coluna da fronteira paraguaia, os problemas de alimentos e munições se agravava cada vez mais e quando se efeito a destruição do forte paraguaio Bela Vista, já em território inimigo, as dificuldades chegaram ao máximo. Decidiu então o Comando brasileiro que a tropa seguisse até a fazenda Laguna, em território paraguaio, que era propriedade de Solano Lopez e onde havia, segundo se propalava, grande quantidade de gado, o que não era exato. Desse ponto, após repelir violento ataque paraguaio, decidiu o Comando empreender a retirada, pois a situação era insustentável. Iniciou-se aí a famosa "Retirada da Laguna", o mais extraordinário feito da tropa brasileira nesse conflito. Iniciada a retirada, a cavalaria e a artilharia paraguaia não davam tréguas à tropa brasileira, atacando-as diariamente. Para maior desgraça dos nacionais veio o cólera devastar a tropa. Dessa doença morreram Guia Lopes, fazendeiro da região, que se ofereceu para conduzir a tropa pelos cerrados sul mato-grossenses, e o Coronel Camisão, Comandante das forças brasileiras. No dia da entrada em território inimigo (abril de 1867), a tropa brasileira contava com 1.680 soldados. A 11 de junho foi atingido o Porto do Canuto, às margens do rio Aquidauana, onde foi considerada encerrada a trágica retirada. Ali chegaram apenas 700 combatentes, sob o comando do Cel. José Thomás Gonçalves, substituído de Camisão, que baixou uma "Ordem do dia", concluída com as seguintes palavras: "Soldados! Honra à vossa constância, que conservou ao Império os nossos canhões e as nossas bandeiras". 

A Retirada da Laguna



A retirada da Laguna foi, sem dúvida, a página mais brilhante escrita pelo Exército Brasileiro em toda a Guerra da Tríplice Aliança. O Visconde de Taunay, que dela participou, imortalizou-a num dos mais famosos livros da literatura brasileira. A retomada de Corumbá foi outra página brilhante escrita pelas nossas armas nas lutas da Guerra da Tríplice Aliança. O presidente da Província, então o Dr. Couto de Magalhães, decidiu organizar três corpos de tropa para recuperar a nossa cidade que há quase dois anos se encontrava em mãos do inimigo. O 1º corpo partiu de Cuiabá a 15.05/1867, sob as ordens do Tte. Cel. Antônio Maria Coelho. Foi essa tropa levada pelos vapores "Antônio João", "Alfa", "Jaurú" e "Corumbá" até o lugar denominado Alegre. Dali em diante seguiria sozinha, através dos Pantanais, em canoas, utilizando o Paraguai -Mirim, braço do rio Paraguai que sai abaixo de Corumbá e que era confundido com uma "boca de baía". Desconfiado de que os inimigos poderiam pressentir a presença dos brasileiros na área, Antônio Maria resolveu, com seus Oficiais, desfechar o golpe com o uso exclusivo do 1º Corpo, de apenas 400 homens e lançou a ofensiva de surpresa. E com esse estratagema e muita luta corpo a corpo, consegui o Comandante a recuperação da praça, com o auxílio, inclusive, de duas mulheres que o acompanhavam desde Cuiabá e que atravessaram trincheiras paraguaias a golpes de baionetas. Quando o 2º Corpo dos Voluntário da Pátria chegou a Corumbá, já encontrou em mãos dos brasileiros. Isso foi a 13/06/1867. No entanto, com cerca de 800 homens às suas ordens o Presidente Couto de Magalhães, que participava do 2º Corpo, teve de mandar evacuar a cidade, pois a varíola nela grassava, fazendo muitas vítimas. O combate do Alegre foi outro episódio notável da guerra. Quando os retirantes de Corumbá, após a retomada, subiam o rio no rumo de Cuiabá, encontravam-se nesse portox "carneando" ou seja, abastecendo-se de carne para a alimentação da tropa eis que surgem, de surpresa, navios paraguaios tentando uma abordagem sobre os nossos. A soldadesca brasileira, da barranca, iniciou uma viva fuzilaria e após vários confrontos, venceram as tropas comandadas pela coragem e sangue frio do Comandante José Antônio da Costa. Com essa vitória chegaram os da retomada de Corumbá à Capital da Província (Cuiabá), transmitindo a varíola ao povo cuiabano, perdendo a cidade quase a metade de sua população. Terminada a guerra, com a derrota e morte de Solano Lopez nas "Cordilheiras" (Cerro Corá), a 1º de março de 1870, a notícia do fim do conflito só chegou a Cuiabá no dia 23 de março, pelo vapor "Corumbá", que chegou ao porto embandeirado e dando salvas de tiros de canhão. Dezenove anos após o término da guerra, foi o Brasil sacudido pela Proclamação da República, cuja notícia só chegou a Cuiabá na madrugada de 9 de dezembro de 1889. 



Origem do Nome:

Na busca de índios e ouro, Pascoal Moreira Cabral e seus bandeirantes paulistas fundaram Cuiabá a 8 de abril de 1719, num primeiro arraial, São Gonçalo Velho, situado nas margens do rio Coxipó em sua confluência com o rio Cuiabá.

Em 1o. de janeiro de 1727, o arraial foi elevado à categoria de vila por ato do Capitão General de São Paulo, Dom Rodrigo César de Menezes. A presença do governante paulista nas Minas do Cuiabá ensejou uma verdadeira extorsão fiscal sobre os mineiros, numa obsessão institucional pela arrecadação dos quintos de ouro. Esse fato somado à gradual diminuição da produção das lavras auríferas, fizeram com que os bandeirantes pioneiros fossem buscar o seu ouro cada vez mais longe das autoridades cuiabanas.

Em 1734, estando já quase despovoada a Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá, os irmãos Fernando e Artur Paes de Barros, atrás dos índios Parecis, descobriram veio aurífero, o qual resolveram denominar de Minas do Mato Grosso, situadas nas margens do rio Galera, no vale do Guaporé.

Os Anais de Vila Bela da Santíssima Trindade, escritos em 1754 pelo escrivão da Câmara dessa vila, Francisco Caetano Borges, citando o nome Mato Grosso, assim nos explicam:



Saiu da Vila do Cuiabá Fernando Paes de Barros com seu irmão Artur Paes, naturais de Sorocaba, e sendo o gentio Pareci naquele tempo o mais procurado, [...] cursaram mais ao Poente delas com o mesmo intento, arranchando-se em um ribeirão que deságua no rio da Galera, o qual corre do Nascente a buscar o rio Guaporé, e aquele nasce nas fraldas da Serra chamada hoje a Chapada de São Francisco Xavier do Mato Grosso, da parte Oriental, fazendo experiência de ouro, tiraram nele três quartos de uma oitava na era de 1734.



Dessa forma, ainda em 1754, vinte anos após descobertas as Minas do Mato Grosso, pela primeira vez o histórico dessas minas foi relatado num documento oficial, onde foi alocado o termo Mato Grosso, e identificado o local onde as mesmas se achavam.

Todavia, o histórico da Câmara de Vila Bela não menciona porque os irmãos Paes de Barros batizaram aquelas minas com o nome de Mato Grosso.

Quem nos dá tal resposta é José Gonçalves da Fonseca, em seu trabalho escrito por volta de 1780, Notícia da Situação de Mato Grosso e Cuiabá, publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro de 1866, que assim nos explica a denominação Mato Grosso:



[...] se determinaram atravessar a cordilheira das Gerais de oriente para poente; e como estas montanhas são escalvadas, logo que baixaram a planície da parte oposta aos campos dos Parecis (que só tem algumas ilhas de arbustos agrestes), toparam com matos virgens de arvoredo muito elevado e corpulento, que entrando a penetrá-lo, o foram apelidando Mato Grosso; e este é o nome que ainda hoje conserva todo aquele distrito.

Caminharam sempre ao poente, e depois de vencerem sete léguas de espessura, toparam com o agregado de serras [...].



Pelo que desse registro se depreende, o nome Mato Grosso é originário de uma grande extensão de sete léguas de mato alto, espesso, quase impenetrável, localizado nas margens do rio Galera, percorrido pela primeira vez em 1734 pelos irmãos Paes de Barros. Acostumados a andar pelos cerrados do chapadão dos Parecis, onde apenas havia algumas ilhas de arbustos agrestes, os irmãos aventureiros, impressionados com a altura e porte das árvores, o emaranhado da vegetação secundária que dificultava a penetração, com a exuberância da floresta, a denominaram de Mato Grosso. Perto desse mato fundaram as Minas de São Francisco Xavier e toda a região adjacente, pontilhada de arraiais de mineradores, ficou conhecida na história como as Minas do Mato Grosso.

Posteriormente, ao se criar a Capitania por Carta Régia de 9 de maio de 1748, o governo português assim se manifestou:


Dom João, por Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, [...] Faço saber a vós, Gomes Freire de Andrade, Governador e Capitão General do Rio de Janeiro, que por resoluto se criem de novo dois governos, um nas Minas de Goiás, outro nas de Cuiabá [...].

Dessa forma, ao se criar a Capitania, como meio de consolidação e institucionalização da posse portuguesa na fronteira com o reino de Espanha, Lisboa resolveu denominá-las tão somente de Cuiabá. Mas no fim do texto da referida Carta Régia, assim se ex-prime o Rei de Portugal [...] por onde parte o mesmo governo de São Paulo com os de Pernambuco e Maranhão e os confins do Governo de Mato Grosso e Cuiabá [...].

Apesar de não denominar a Capitania expressamente com o nome de Mato Grosso, somente referindo-se às minas de Cuiabá, no fim do texto da Carta Régia, é denominado plenamente o novo governo como sendo de ambas as minas, Mato Grosso e Cuiabá. Isso ressalva, na realidade, a intenção portuguesa de dar à Capitania o mesmo nome posto anos antes pelos irmãos Paes de Barros. Entende-se perfeitamente essa intenção.

Todavia, a consolidação do nome Mato Grosso veio rápido. A Rainha D. Mariana de Áustria, ao nomear Dom Antonio Rolim de Moura como Capitão General, na Carta Patente de 25 de setembro de 1748, assim se expressa:



[...]; Hei por bem de o nomear como pela presente o nomeio no cargo de Governador e Capitão General da Capitania de Mato Grosso, por tempo de três anos [...].



A mesma Rainha, no ano seguinte, a 19 de janeiro, entrega a Dom Rolim a suas famosas Instruções, que determinariam as orientações para a administração da Capitania, em especial os tratos com a fronteira do reino espanhol. Assim nos diz o documento:



[...] fui servido criar uma Capitania Geral com o nome de Mato Grosso [...] § 1o - [...] atendendo que no Mato Grosso se requer maior vigilância por causa da vizinhança que tem, houve por bem determinar que a cabeça do governo se pusesse no mesmo distrito do Mato Grosso [...]; § 2o - Por se ter entendido que Mato Grosso é a chave e o propugnáculo do sertão do Brasil [...].



E a partir daí, da Carta Patente e das Instruções da Rainha, o governo colonial mais longínquo, mais ao oriente em terras portuguesas na América, passou a se chamar de Capitania de Mato Grosso, tanto nos documentos oficiais como no trato diário por sua própria população. Logo se assimilou o nome institucional Mato Grosso em desfavor do nome Cuiabá. A vigilância e proteção da fronteira oeste era mais importante que as combalidas minas cuiabanas. A prioridade era Mato Grosso e não Cuiabá.

Com a independência do Brasil em 1822, passou a ser a Província de Mato Grosso, e com a República em 1899, a denominação passou a Estado de Mato Grosso.

As Minas do Mato Grosso, descobertas e batizadas ainda em 1734 pelos irmãos Paes de Barros, impressionados com a exuberância das 7 léguas de mato espesso, dois séculos depois, mantendo ainda a denominação original, se transformaram no continental Estado de Mato Grosso. O nome colonial setecentista, por bem posto, perdurou até nossos dias.



Geografia:

O Mato Grosso ocupa uma área de 903.357km² do território brasileiro e localiza-se a oeste do Meridiano de Greenwich e a sul da Linha do Equador, tendo fuso horário -4 horas em relação a hora mundial GMT. No Brasil, o estado faz parte da região Centro-Oeste, fazendo fronteiras com os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará, Amazonas, Rondônia,Tocantins, além de um país, a Bolívia. A capital (Cuiabá) está localizada a 15º35'55.36" lat. e 56º05'47.25" long., sendo conhecida, por isso mesmo, como coração da América do Sul.

Relevo
 
O relevo mato-grossense é de altitudes modestas, apresenta grandes superfícies aplainadas, talhadas em rochas sedimentares. Esse relevo é composto de três unidades distintas:
  • O Planalto Mato-Grossense, que serve de divisor de águas entre os rios que correm para o Paraguai e os rios da bacia do rio Amazonas. É formado por uma série de planaltos cristalinos e chapadões sedimentares, com altitudes que variam, em média, de 400 a 800m;
  • O planalto arenítico-basáltico, localizado no sul do estado, simples parcela do Planalto Meridional.
As serras mais importantes são as seguintes:
A nordeste do Planalto Mato-Grossense, localizam-se duas grandes depressões, separadas pela Serra do Roncador:
Essas duas áreas constituem amplas planícies inundáveis alagadas periodicamente pelas enchentes dos rios. O Mato Grosso conta ainda com uma porção do Complexo do Pantanal, extensa planície alagadiça, com altitudes que vão de 100 a 300m.

Clima

O tipo de clima predominante no Mato Grosso é o tropical super úmido de monção, típico da Amazônia; segundo a classificação de Köppen, o clima tropical do norte de Mato Grosso é do tipo Am. As temperaturas são elevadas, com a média anual ultrapassando os 26ºC. O índice de chuvas também é alto, atingindo dois mil milímetros anuais.
Também prevalece o clima tropical, propriamente dito, com chuvas de verão e inverno seco, caracterizado por médias de 23°C no Planalto Central. A quantidade de chuvas também é alta nesse clima: ultrapassa a média anual de 1.500 mm, já que a estação seca, bastante marcada no sul do estado, vai gradativamente se reduzindo em direção ao norte.

Vegetação

 

A maior parte da superfície estadual é coberta pela floresta equatorial, com árvores muito altas e copadas, como a andiroba, o angelim, o pau-roxo e a seringueira. É um verdadeiro prolongamento da Floresta Amazônica em Mato Grosso. Ao sul de Cuiabá, domina o cerrado, vegetação formada por árvores de até 10m de altura, espalhadas entre numerosos e variados arbustos.
No Pantanal, há diversos tipos de vegetação, que variam de acordo com o terreno. Predomina, porém, a cobertura de gramínea, excelente pastagem para o gado. Entre as vertentes dos rios:rio Xingu e Rio Tapajós, no norte do Estado, a vegetação também não é uniforme, passando da mata seca
e da floresta, mais densa às margens dos rios, ao campo, verdadeiro tapete de ervas, praticamente desprovid
os de arbustos. A zona de florestas compreende 47% da área do estado, os cerrados 39% e os campos 14%.

Hidrografia

A rede fluvial do Mato Grosso pertence a dois sistemas hidrográficos: a a bacia do
rio Amazonas e a do rio Paraguai. Os principais rios da bacia do rio Amazonas são o Araguaia e seu afluente o rio das Mortes, o Xingu, o Juruena, o Teles Pires e o Roosevelt.
O rio Paraguai nasce ao norte de Cuiabá, na chamada Amazônia mato-grossen
se. Seu principal rio afluente em território mato-grossense é o Cuiabá, no sul do
Estado.

Rio Paraguai


Rio Teles Pires